Matola, 14 Out 2026 (AIM) – A Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE) destruiu hoje, na Matola, província de Maputo, cerca de 1.882 caixas de vinho da marca Ruby e 2.000 litros da mesma bebida armazenados num tanque, por terem sido produzidos com recurso a um corante fora do prazo de validade, situação que representa um potencial risco para a saúde pública.
A operação resulta de uma acção de fiscalização realizada pela IGSAE no corrente mês de Outubro, com o objectivo de salvaguardar a saúde pública e defender os direitos dos consumidores, ao abrigo do Decreto n.º 31/2025, de 11 de Setembro.
“Este é um produto que foi feito com matéria-prima fora do prazo. Estamos a salvaguardar a componente de saúde pública. Verificámos, no domingo passado, uma quantidade deste vinho e destruímo-lo no local, mas acreditamos que o produto já tenha sido distribuído e que haja mais estabelecimentos a comercializá-lo”, explicou a coordenadora da Delegação da Matola-Cidade da IGSAE, Dulce Manhiça.
Segundo a responsável, na primeira intervenção, a equipa de inspecção procedeu à verificação e contagem da mercadoria, seguindo-se a apreensão imediata do lote. O produto ficou sob custódia do agente económico até à sua destruição efectiva.
Perante esta situação, Dulce Manhiça apelou à população para que evite a compra e o consumo do vinho Ruby, por não apresentar garantias mínimas de segurança.
A responsável explicou que a bebida está a ser comercializada sem informações obrigatórias na embalagem, nomeadamente o ano de fabrico e o número de lote, elementos essenciais para a sua rastreabilidade e controlo, cuja ausência dificulta a identificação da origem e das condições de produção do produto.
A IGSAE admite a aplicação de sanções administrativas e a eventual instauração de um processo criminal, considerando que a utilização de matéria-prima fora do prazo de validade no fabrico de alimentos ou bebidas constitui uma infracção grave, com potenciais implicações para a saúde pública.
Entretanto, Manhiça esclareceu que ainda não é possível determinar os efeitos exactos que o consumo do vinho poderá provocar, uma vez que as amostras recolhidas serão submetidas a análises laboratoriais para avaliar as condições do produto.
“Este produto vai passar por um laboratório para aferir qual é a sua condição técnica”, afirmou, acrescentando que os resultados permitirão avaliar melhor os eventuais riscos associados ao consumo da bebida.
A empresa responsável pela produção do vinho Ruby está actualmente a ser representada por um cidadão moçambicano. “Está a ser representada por um moçambicano”, reiterou a coordenadora, que não avançou outros detalhes sobre a nacionalidade dos proprietários ou accionistas da firma.
A acção desta quarta-feira insere-se nas operações contínuas de fiscalização realizadas pela IGSAE em todo o país, visando combater o contrabando de bebidas alcoólicas e outras irregularidades económicas.
(AIM)
Hélia Nhanengue/pc
