Maputo, 13 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje o reforço da justiça climática, considerando necessário que a comunidade internacional reconheça a vulnerabilidade dos países africanos aos efeitos das alterações climáticas, apesar da sua reduzida contribuição para o problema.
O posicionamento foi defendido em Maputo, durante a Conferência Internacional sobre Redução do Risco de Desastres e Resiliência em África, encontro que visa promover a partilha de experiências e a identificação de soluções para reforçar a prevenção e a capacidade de resposta aos desastres.
Chapo considera que a localização geográfica de Moçambique, atravessado por nove bacias hidrográficas, agrava a exposição do país a fenómenos climáticos extremos, colocando-o entre os dez países do mundo mais afectados por desastres naturais.
“Moçambique, em termos de poluição para a camada do ozono que é posta em causa e o aumento de temperatura no mundo, polui quase zero”, afirmou, defendendo maior atenção internacional às necessidades dos países que suportam consequências desproporcionais das alterações climáticas.
O estadista alertou que os efeitos das mudanças climáticas não se limitam às fronteiras nacionais, constituindo uma ameaça global que exige respostas conjuntas e sustentáveis.
“Quando a nossa casa é posta em causa, tarde ou cedo vai atingir a todos nós, independentemente da nossa localização no planeta Terra”, declarou.
Neste contexto, defendeu que o financiamento climático e a justiça climática continuem no centro das discussões internacionais, sublinhando, contudo, que os compromissos assumidos devem traduzir-se em medidas concretas para apoiar os países mais vulneráveis.
O Presidente da República considerou que a protecção das comunidades e a redução dos riscos climáticos exigem uma abordagem solidária, capaz de mobilizar os meios necessários para enfrentar os desafios que afectam o continente africano.
(AIM)
NL/pc
