Estradas, danos causados pelas cheias
Maputo, 13 Out (AIM) – O Comissário da União Africana (UA) para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Desenvolvimento Sustentável, Moses Villacat, defendeu o reforço do investimento na prevenção de desastres, considerando que a resposta tardia às calamidades prolonga o sofrimento das populações e compromete o desenvolvimento dos países africanos.
A posição foi apresentada hoje, em Maputo, durante a Conferência Internacional sobre Redução do Risco de Desastres e Resiliência em África, realizada no âmbito das celebrações do Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, assinalado anualmente a 13 de Outubro.
Segundo Villacat, a falta de planificação, investimento e boa governação agrava a vulnerabilidade das comunidades, cujas infra-estruturas, escolas, unidades sanitárias e economias são frequentemente afectadas por fenómenos extremos.
“Não podemos continuar com estes tipos de desastres e também devemos evitar responder depois de a vida ser perdida”, afirmou, defendendo uma mudança de abordagem que privilegie investimentos antecipados e medidas de prevenção, em vez de concentrar os recursos apenas nas operações de emergência.
O comissário advertiu que as consequências das calamidades podem prolongar-se por vários anos, dificultando a recuperação económica e agravando a pobreza, sobretudo quando as crianças abandonam a escola e os serviços essenciais ficam destruídos.
Villacat considerou que a resiliência constitui uma condição indispensável para a concretização da Agenda 2063 da União Africana, defendendo maior coordenação entre os governos, os parceiros de desenvolvimento e as instituições financeiras para assegurar recursos destinados à prevenção e à recuperação.
O responsável salientou igualmente a importância de desenvolver mecanismos sustentáveis de financiamento e sistemas de aviso prévio que permitam aos países africanos preparar-se melhor para situações de emergência e proteger as comunidades mais vulneráveis.
“Resiliência é uma condição para desenvolvimento e transformação e uma segurança humanitária”, declarou, apelando aos participantes para que a conferência produza compromissos concretos e parcerias capazes de melhorar a protecção das populações.
Villacat enalteceu a organização do encontro pelo Governo moçambicano e a liderança do país na gestão de calamidades, considerando que a experiência nacional pode contribuir para a partilha de conhecimentos e o reforço da capacidade de resposta no continente.
O comissário apelou à adopção de decisões e medidas práticas, sublinhando que o desenvolvimento sustentável de África depende da capacidade de antecipar riscos, proteger vidas e construir comunidades mais resilientes.
(AIM)
NL/pc
