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buyside ainda vê espaço para um rali dos ativos brasileiros na segunda-feira se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, mostra uma pesquisa feita pelo Citi.
Mas a reação do mercado deve ser mais intensa – e para o lado negativo – caso Lula seja eleito, na opinião dos investidores ouvidos pelo banco.
O Citi coletou as opiniões de 73 gestores de fundos de ações e multimercado e divulgou os resultados hoje.
No cenário de Flávio eleito, 49% dos gestores acreditam que o Ibovespa pode subir mais de 5% na segunda-feira 26. Outros 48% esperam uma alta entre 1% e 5%, enquanto 3% preveem uma baixa de 1% a 5% do índice.
Em relação à curva de juros, 55% projetam uma compressão entre 50 e 100
basis points no DI de janeiro de 2029, enquanto 13% preveem uma queda de mais de 100 pontos (como aconteceu depois do primeiro turno).
Além disso, cerca de 78% esperam uma valorização do real entre 2% e 5%, enquanto 10% estimam uma apreciação de mais de 5%. Outros 10% veem um câmbio estável.
“Talvez o resultado mais surpreendente seja que a forte valorização dos ativos após o primeiro turno não tenha reduzido as expectativas de ganhos adicionais,” diz o relatório assinado por André Mazini, o head de research do Citi para a América Latina.

“Isso sugere que a valorização após o primeiro turno é interpretada como uma etapa do processo de reprecificação, e não como sua conclusão.”
Caso Lula seja eleito, os gestores esperam uma reação “substancialmente mais agressiva” nos preços, segundo o Citi.
Em relação à Bolsa: 80% preveem uma queda superior a 5% no Ibovespa na segunda-feira, enquanto 7% projetam uma baixa entre 1% e 5% e 3% acreditam que o índice pode valorizar de 1% a 5%.
Outros 63% esperam uma desvalorização do real acima de 5%, enquanto para 28% a depreciação deve ficar entre 2% a 5%. Já 6% acreditam numa alta de mais de 5% do real.
No caso dos juros, e 67% antecipam uma abertura superior a 100 pontos-base na taxa do DI de janeiro de 2029. Para 14%, a alta deve ficar entre 50 e 100 pontos – e entre 10 e 50 pontos na opinião de 13% dos gestores pesquisados.
“Os investidores continuam considerando a trajetória fiscal como o principal fator determinante dos preços dos ativos brasileiros,” diz o Citi.