Maputo, 21 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, disse que a existência, em Moçambique, de um Fundo de Garantia Mutuária, avaliado em 120 milhões de dólares, facilita o acesso ao crédito por parte das pequenas e médias empresas (PME), incluindo as lideradas por mulheres.
O instrumento permite que o Estado, com apoio do Banco Mundial, disponibilize garantias às instituições bancárias para financiar empresas que não dispõem de bens suficientes para apresentar como garantia de empréstimos.
“Estamos a falar de um fundo que hoje está nos 120 milhões de dólares”, afirmou Chapo.
Segundo o Presidente, o mecanismo procura reduzir os obstáculos que impedem muitas empresas, sobretudo as lideradas por mulheres, de obter financiamento junto dos bancos.
O estadista moçambicano disse que cerca de seis bancos já assinaram contratos para conceder crédito às PME, ao abrigo deste mecanismo que permite ao Estado assumir parte do risco em caso de incumprimento por parte das empresas beneficiárias.
Chapo explicou que o Governo trabalha igualmente na revisão de instrumentos legais para facilitar a participação das empresas nacionais, em particular as lideradas por mulheres, nas cadeias de fornecimento de grandes projectos de investimento.
O Presidente apontou como exemplo as oportunidades nos sectores da energia, indústria extractiva, agricultura, turismo e economia digital, defendendo que as empresas lideradas por mulheres devem ter acesso não apenas a pequenos negócios, mas também a contratos ligados aos grandes investimentos.
Na mesma ocasião, destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), cujos recursos são disponibilizados nos distritos, e o Fundo de Empoderamento Económico da Mulher (Promulher), criado para apoiar iniciativas económicas lideradas por mulheres.
De acordo com Chapo, entre 70 e 80 por cento das pessoas que já começaram a reembolsar os valores recebidos através do FDEL são mulheres, um indicador que, na sua opinião, demonstra a capacidade deste grupo de gerir os financiamentos.
O estadista defendeu que o financiamento às mulheres produz benefícios para as famílias e para a economia nacional, pelo que apelou à criação de mecanismos que facilitem o acesso ao crédito e ampliem a participação feminina nos principais sectores de desenvolvimento do país.
(AIM)
Laura Tembe (LT)/mz
